O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo, voltou a ser alvo de uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta sexta-feira (25). A ação investiga um suposto esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro na Região dos Lagos, especificamente no município de Saquarema.
Além de Paulo Melo, um empresário do setor de bares também está na mira da investigação. Segundo o MPRJ, os suspeitos estariam envolvidos no arrendamento de máquinas caça-níqueis, que eram instaladas em estabelecimentos comerciais ligados a uma mesma rede local.
A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Vara de Organização Criminosa da Capital e têm como objetivo recolher celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que possam comprovar o esquema.
As investigações foram iniciadas após uma denúncia que apontava a participação de um político influente — posteriormente identificado como Paulo Melo — na estruturação do esquema, com o uso de máquinas caça-níqueis em bares da cidade.
Essa não é a primeira vez que o nome de Melo aparece ligado a esse tipo de crime. Em abril de 2024, ele já havia sido alvo de outra operação do MPRJ, sob a suspeita de liderar a exploração ilegal dessas máquinas em Saquarema, Araruama e Rio Bonito. Na ocasião, as apurações indicaram que ele contava com o apoio de agentes das polícias Civil e Militar para manter o funcionamento do esquema.
Até o momento, Paulo Melo não se pronunciou sobre a operação desta sexta-feira. O espaço permanece aberto para manifestação.



