A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a instalação de câmeras de videomonitoramento em espaços públicos do Rio de Janeiro realizará sua primeira reunião com convidados no dia 11 de agosto. Será a segunda sessão da CPI, mas a primeira com depoimentos de pessoas ligadas diretamente ao tema da investigação.
Entre os convocados estão representantes de empresas envolvidas na instalação dos equipamentos e um integrante do alto escalão da Prefeitura do Rio. Foram convidados:
- Erick Castiglioni Coser, diretor executivo da Gabriel Tecnologia Ltda., responsável por parte da implantação das câmeras;
- Marcelo Lopes de Paula, sócio-administrador do Grupo Guardião Serviços Especializados Ltda.;
- Gustavo Guerrante, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento do Rio.
Criada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a CPI tem como foco principal apurar a atuação de empresas privadas no sistema de videomonitoramento urbano, além de investigar a ligação entre cooperativas e a recuperação de veículos roubados no estado.
Segundo o presidente da comissão, deputado Alexandre Knoploch (PL), a intenção é entender se existe uma possível conexão entre seguradoras, cooperativas e o crime organizado, o que poderia impactar diretamente o alto custo dos seguros de veículos no Rio.
“Não é apenas o número de roubos que eleva o preço do seguro. Pode haver uma rede de interesses se beneficiando com recursos pagos pela população”, afirmou Knoploch.
Outro ponto que chama a atenção dos deputados é a legalidade da instalação das câmeras. De acordo com o presidente da CPI, a empresa Gabriel Tecnologia Ltda. não tem apresentado documentos que comprovem autorização formal para operar em espaços públicos.
A CPI das Câmeras é composta por cinco membros titulares e três suplentes. Além de Knoploch na presidência, fazem parte:
- Marcelo Dino (União), vice-presidente
- Filippe Poubel (PL), relator
- Rodrigo Amorim (União)
- Luiz Paulo (PSD)
Os suplentes são:
- Renan Jordy (PL)
- Professor Josemar (Psol)
- Thiago Rangel (PMB)
A expectativa é que os próximos encontros da CPI ampliem as investigações e tragam mais esclarecimentos sobre os contratos, a legalidade das operações e os possíveis vínculos com práticas criminosas.



