A Prefeitura do Rio segue acelerando os investimentos para tirar do papel a Guarda Municipal armada. Um convênio de R$ 29,9 milhões, firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), garantirá o treinamento dos agentes do novo grupamento, batizado oficialmente de “Divisão de Elite — Força Municipal”. O contrato, válido por três anos, já foi publicado no Diário Oficial.
Com esse aporte, o custo total da implantação da Guarda armada ultrapassa R$ 60 milhões, somando contratos anteriores. Entre os gastos, estão a compra de armas, reformas em imóveis da corporação e a montagem de centros de treinamento.
📌 Onde o dinheiro já foi aplicado
- R$ 5,9 milhões: contratação da empresa Safety Wall Defesa e Segurança para montagem de estandes de tiro.
- R$ 2,6 milhões: reforma do prédio da Guarda Municipal, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, no Leblon, que será a sede da Força Municipal.
- US$ 184 mil (cerca de R$ 1 milhão): aquisição de pistolas para os guardas.
- R$ 16,2 milhões: contratação da SR Promoções Culturais para montar o novo centro de treinamentos. A mesma empresa é responsável pela organização do réveillon em Copacabana.
- R$ 4,9 milhões: consultoria contratada antes mesmo da aprovação do projeto na Câmara Municipal, para desenhar a Política Municipal de Segurança Pública.
A aposta da Prefeitura é que a nova divisão da Guarda Municipal amplie a capacidade de atuação na segurança da cidade, especialmente em áreas estratégicas. A proposta divide opiniões: enquanto parte da população vê a medida como reforço contra a criminalidade, especialistas em segurança pública alertam para os riscos de militarização da corporação.



