O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), abriu a sessão desta terça-feira (23) com um discurso contundente contra autoridades estaduais e municipais após os episódios de arrastões e vandalismo registrados no último fim de semana em áreas turísticas da capital.
Bacellar cobrou ação mais efetiva do governador Cláudio Castro (PL), do comandante da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, e também do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Segundo ele, a população tem assistido, repetidamente, à falta de resposta do poder público diante da escalada de violência em pontos movimentados da cidade.
“Não é possível que a cada fim de semana os mesmos episódios se repitam sem que haja um posicionamento firme das autoridades. O silêncio e a omissão não podem ser a resposta”, afirmou.
O presidente da Alerj também criticou o modelo atual do programa Segurança Presente, alegando que a presença ostensiva não tem garantido tranquilidade aos cariocas. Ele defendeu que o comando da PM esteja mais próximo das ruas em momentos críticos, e não apenas em funções de representação.
Além do governo estadual, Bacellar voltou suas críticas à prefeitura. Ele disse que os esforços da gestão municipal têm se concentrado em ações contra trabalhadores informais nas praias, em vez de apoiar a integração com a segurança pública para reforçar a proteção dos frequentadores.
“Enquanto trabalhadores tentam ganhar a vida, são alvo de repressão da tropa de choque da prefeitura. O que se espera é parceria entre governo do estado e prefeitura para ampliar a segurança nas saídas de praia, em bairros como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca”, completou.
Ao final, Bacellar fez questão de frisar que suas críticas não têm motivação eleitoral. Segundo ele, trata-se de um chamado por responsabilidade e resultados. “Não é sobre vaidade, é sobre dar resposta à população que cobra todos os dias. O silêncio já chegou ao limite.”



