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Idosa morre durante confronto entre facções no Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio

Idosa morre durante confronto entre facções no Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio

por

Portal Exato

27/10/2025

3 min de leitura
g1

Uma idosa morreu após ser baleada durante um intenso tiroteio entre facções rivais na madrugada desta segunda-feira (27), no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. A guerra entre criminosos do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP) provocou pânico entre moradores e levou a Polícia Militar a realizar uma operação emergencial na região.

Segundo a corporação, traficantes do CV, vindos do Chapadão, tentaram invadir áreas controladas pelo TCP, dando início ao confronto. Durante o tiroteio, os criminosos invadiram uma casa na Rua Quitanda para se esconder. No local, estava Marli Macedo dos Santos, de 60 anos, que acabou atingida por disparos enquanto tentava se proteger com o irmão. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O tenente-coronel Leandro Maia, comandante do 41º BPM (Irajá), explicou que a mulher foi usada como refém durante o confronto.

“Os criminosos entraram na casa para se esconder. Rivais tentaram retirá-los à força e houve troca intensa de tiros e uso de granadas. Quando chegamos, conseguimos negociar e retirar a senhora ferida, mas infelizmente ela não sobreviveu”, afirmou o oficial.

A ação terminou com dois suspeitos mortos e três presos, sendo dois deles baleados. Os policiais também apreenderam sete fuzis e recuperaram seis veículos roubados.

Pânico entre moradores e comerciantes

O confronto começou ainda na noite de domingo (26), obrigando moradores e comerciantes a se refugiarem. Em um vídeo que circula nas redes sociais, clientes e funcionários de um mercado local aparecem se escondendo em banheiros e na cozinha para escapar das balas. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

UPA de Costa Barros reaberta sob tensão

O tiroteio aconteceu poucas horas antes da reabertura da UPA de Costa Barros, que estava fechada desde o fim de setembro, após criminosos armados invadirem a unidade e levarem dois pacientes. Na ocasião, profissionais relataram momentos de terror e ameaças.

Mesmo com o retorno dos atendimentos, parte da equipe ainda demonstra medo de voltar ao trabalho. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que não há previsão de novo fechamento, mas reconheceu a insegurança entre os funcionários.

Confrontos afetam rede de saúde

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro e setembro deste ano, 741 unidades precisaram interromper o funcionamento temporariamente por causa de tiroteios e confrontos armados — o que equivale a uma paralisação a cada nove horas.

Mais de 200 profissionais pediram afastamento no mesmo período, principalmente em áreas dominadas por facções, como o Chapadão e a Pedreira, onde a violência tem impactado diretamente o atendimento à população.

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