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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Megaoperação no Rio deixa mortos, dezenas de presos e paralisa a cidade

Megaoperação no Rio deixa mortos, dezenas de presos e paralisa a cidade

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Portal Exato

28/10/2025

3 min de leitura
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O Rio de Janeiro viveu nesta terça-feira (28) um dos dias mais tensos dos últimos anos com a realização de uma megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte. A ação, classificada pelo governador Cláudio Castro como a maior operação da história do estado, mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público.

Até o início da noite, o saldo da operação era de 64 mortos, entre eles quatro policiais civis, e 81 pessoas presas. Foram apreendidos 40 fuzis, duas pistolas, nove motos e grandes quantidades de drogas. A ação teve como principal objetivo enfraquecer o Comando Vermelho (CV), facção que domina parte das comunidades e vem tentando expandir seu território para outras regiões do estado.

Segundo o governo estadual, a operação foi planejada com base em investigações que duraram mais de um ano. Castro afirmou que o estado agiu “sozinho”, sem apoio de forças federais, e classificou o cenário como “uma guerra que ultrapassa os limites da segurança pública”.

Durante o confronto, o trânsito entrou em colapso em várias regiões da cidade. Criminosos montaram barricadas e incendiaram veículos em represália à operação, provocando bloqueios na Linha Amarela, Linha Vermelha, Avenida Brasil e em diversos bairros das zonas Norte e Oeste. O Centro de Operações da Prefeitura colocou o município em estágio 2 de alerta, e mais de 100 linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados.

O clima de medo se espalhou entre os moradores. Escolas suspenderam as aulas, comércios fecharam as portas e serviços do BRT e do metrô operaram com restrições em alguns trechos.

Entre as vítimas, além dos suspeitos mortos, estão dois policiais civis: Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51, conhecido como “Máskara”, que havia assumido o cargo de chefe de investigação da 53ª DP um dia antes da operação.

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga as mortes, enquanto o governo do estado promete continuar as ações para “retomar o controle de áreas dominadas pelo crime”.

Apesar das críticas de entidades de direitos humanos, o governador Cláudio Castro reiterou que todas as determinações da ADPF das Favelas — que define regras para operações policiais em comunidades — foram seguidas.

“Essa operação é um marco no enfrentamento ao crime organizado. Não se trata de política, mas de devolver o controle do território ao Estado”, declarou o governador.

A megaoperação continua em andamento em alguns pontos da Zona Norte, com reforço de patrulhamento e equipes em alerta para evitar novos confrontos.

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