A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma operação no Rio de Janeiro para investigar um esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 7 milhões do FGTS de jogadores de futebol. Entre as vítimas estão atletas em atividade, ex-jogadores e treinadores.
Durante a manhã, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços ligados a funcionários da Caixa Econômica Federal — localizados na Tijuca, Ramos e Deodoro — além de uma agência do banco no Centro do Rio.
Como o golpe funcionava
Segundo a investigação, o grupo era liderado pela advogada Joana Costa Prado Oliveira, que usava contatos dentro da Caixa para acessar dados sigilosos do FGTS das vítimas. Com essas informações, os criminosos realizavam saques indevidos em nome dos jogadores.
Entre os bancários investigados, há suspeita de envolvimento direto nos desvios de valores pertencentes aos atletas Titi (Goiás), Raniel (ex-Vasco), Ramires (ex-Cruzeiro), Christian Cueva (ex-Santos) e João Rojas (ex-São Paulo).
Joana já foi identificada pela Polícia Federal e está impedida de exercer a advocacia por determinação do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ.
Origem da investigação
A operação faz parte da terceira fase da Operação Fake Agents, iniciada em 2023, após a PF ser acionada por um banco privado que detectou fraudes com documentos falsos na conta do jogador Paolo Guerrero, ex-atacante de Corinthians e Flamengo. O atleta peruano teve R$ 2,2 milhões desviados de seu FGTS, o que levou ao início das investigações.
Crimes e punições
Os suspeitos poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa.
A ação desta quinta-feira é realizada em parceria com a Área de Inteligência e Segurança da Caixa Econômica Federal e busca identificar outros envolvidos e rastrear o destino dos valores desviados



