As polícias Civil e Militar retomaram, na manhã desta terça-feira (25), mais uma fase da Operação Barricada Zero, que tem como objetivo remover bloqueios colocados por grupos criminosos em comunidades do Rio e de outras cidades da região metropolitana. Somente nesta nova etapa, cerca de 210 toneladas de barreiras foram retiradas.
A ação acontece um dia após uma grande mobilização que resultou na remoção de 593 toneladas de obstáculos e na prisão de sete pessoas. Agora, os agentes voltaram aos mesmos pontos para finalizar a limpeza, reforçar o concretamento das áreas já liberadas e impedir que as barricadas sejam recolocadas.
As equipes atuam nos seguintes locais:
- Cidade de Deus (Rio de Janeiro)
- Mangueirinha (Duque de Caxias)
- Grão Pará (Nova Iguaçu)
- São Simão e Dom Bosco (Queimados)
- Jardim Catarina (São Gonçalo)
Entre o material encontrado estavam blocos de concreto, pneus, entulho, pedras e peças de madeira — estruturas usadas por criminosos para restringir a circulação de moradores e dificultar a entrada dos serviços públicos e das forças de segurança.
Governo reforça foco em retirar o controle territorial do crime
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação é uma resposta direta aos grupos armados que utilizam barricadas para impor domínio nas comunidades.
Segundo ele, o objetivo é impedir que essas barreiras continuem servindo como instrumento de ameaça à população.
“A população não pode continuar sendo refém da bandidagem. Enquanto houver criminoso tentando dominar território, haverá governo atuando para desmontá-lo”, disse.
Megaoperação deve continuar nos próximos meses
O Blog do Ricardo Bruno já havia antecipado que a megaoperação começaria pelo Jardim Catarina, em São Gonçalo — um dos locais mais afetados pelo avanço das barricadas. Na região, ruas inteiras foram bloqueadas, prejudicando o deslocamento de moradores, o comércio e até serviços de emergência.
Atualmente, a Polícia Militar conta com seis kits formados por retroescavadeiras e caminhões basculantes, usados exclusivamente na retirada dos obstáculos. A expectativa é ampliar esse número para 26 conjuntos, com apoio das secretarias estaduais de Obras, Agricultura e Meio Ambiente.
O planejamento prevê atuar por quadrantes, incluindo grandes complexos como Alemão, Penha e Israel. Segundo o governo, a operação será contínua: sempre que surgirem novas barreiras, as equipes retornarão imediatamente ao local para removê-las.
A PM só seguirá para as áreas seguintes quando cada região estiver totalmente estabilizada.



