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terça-feira, 26 de maio de 2026

Justiça nega pedido para acelerar CPI do Banco Master na Alerj, mas articulação política avança

Justiça nega pedido para acelerar CPI do Banco Master na Alerj, mas articulação política avança

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Portal Exato

26/05/2026

2 min de leitura
Plenario-39

A tentativa de acelerar a criação da CPI do Banco Master na Assembleia Legislativa do Rio sofreu um obstáculo nesta terça-feira (26). O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido de liminar apresentado pelo deputado Flávio Serafini, do Partido Socialismo e Liberdade, que buscava obrigar a presidência da Alerj a publicar imediatamente o requerimento para instalação da comissão.

Na ação judicial, o parlamentar alegava que havia demora da Mesa Diretora da Assembleia em dar andamento à CPI, proposta para investigar aplicações financeiras feitas por órgãos públicos estaduais no Banco Master.

A decisão foi assinada pelo desembargador Cherubin Helcias Schwartz Junior. No entendimento do magistrado, não havia condições para conceder a medida de urgência devido às regras internas da Assembleia.

Segundo o despacho, o Regimento Interno da Alerj estabelece limite de até sete Comissões Parlamentares de Inquérito funcionando simultaneamente. O desembargador apontou ainda que existe divergência administrativa sobre o número exato de CPIs atualmente em atividade ou aguardando encerramento, fator que impede uma decisão imediata sobre a instalação da nova comissão.

Apesar da derrota na Justiça para o deputado do PSOL, a proposta da CPI continua em articulação dentro da Assembleia. A bancada do Partido Liberal assumiu protagonismo nas negociações e pretende conduzir a criação e os trabalhos da comissão.

O movimento conta com apoio do presidente da Alerj, Douglas Ruas, que aparece entre os apoiadores do novo requerimento apresentado pela oposição. Nos bastidores, a articulação já teria reunido cerca de 30 assinaturas favoráveis à abertura da investigação.

O primeiro nome a assinar o novo pedido foi o deputado estadual Anderson Moraes, também do PL, apontado como favorito para assumir a presidência da CPI caso a comissão seja oficialmente instalada.

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