As movimentações políticas para as eleições deste ano no Rio de Janeiro ganharam novos contornos nos bastidores do PL. O cenário que antes apontava o senador Flávio Bolsonaro como nome natural da legenda para disputar uma vaga no Senado passou por mudanças após o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, decisão articulada dentro do próprio grupo político liderado por Jair Bolsonaro.
Com a alteração na estratégia eleitoral, a família Bolsonaro passou a buscar alternativas para manter representação na Câmara Alta pelo estado fluminense. Nesse contexto, o nome de Rogéria Bolsonaro começou a ganhar espaço nas discussões internas do partido.
Ex-esposa de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, Rogéria já possui histórico na política. Ela foi eleita vereadora do Rio de Janeiro em duas ocasiões, nos anos de 1992 e 1996. Em 2000, tentou uma nova eleição para a Câmara Municipal, mas não conseguiu retornar ao cargo.
Outro fator que impactou a composição do cenário eleitoral foi a situação do ex-governador Cláudio Castro. Até então, ele era apontado como um dos nomes mais fortes do PL para a disputa ao Senado. No entanto, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, seu futuro eleitoral passou a ser tratado com cautela.
Embora Castro tenha afirmado que pretende recorrer da decisão para tentar manter a candidatura, informações de bastidores apontam que integrantes do partido avaliam com cautela a possibilidade de apostar em um nome cuja situação jurídica ainda depende de recursos e desdobramentos judiciais.
Publicamente, nem o PL nem Flávio Bolsonaro confirmam uma eventual pré-candidatura de Rogéria ao Senado. O assunto, porém, segue sendo discutido internamente e tem ganhado força à medida que novas pesquisas eleitorais são divulgadas.
Levantamento recente do Paraná Pesquisas colocou Rogéria Bolsonaro entre os nomes mais lembrados na disputa ao Senado. No cenário apresentado, considerando a soma das intenções de primeiro e segundo voto, ela aparece na segunda colocação, atrás apenas da deputada federal Benedita da Silva (PT).
Os números apresentados foram:
- Benedita da Silva (PT): 32,3%
- Rogéria Bolsonaro (PL): 28,1%
- Pedro Paulo (PSD): 20,9%
- Márcio Canella (União Brasil): 19,7%
- Waguinho (Republicanos): 10,4%
- Marcos Dias (Podemos): 7,4%
- Helio Secco (Missão): 2,9%
- Nenhum/Branco/Nulo: 16,1%
- Não sabe/Não opinou: 7,6%
Com o cenário ainda em construção, a disputa ao Senado no Rio promete novas movimentações e pode sofrer mudanças nos próximos meses, conforme as articulações partidárias avançam e os nomes são oficialmente definidos.






