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quarta-feira, 08 de julho de 2026

Márcio Canella é levado para o Presídio de Benfica após prisão durante operação da Polícia Federal

Márcio Canella é levado para o Presídio de Benfica após prisão durante operação da Polícia Federal

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Portal Exato

08/07/2026

3 min de leitura
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O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, foi transferido na noite desta terça-feira (7) para o Presídio José Frederico Marques, no Complexo de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele havia sido preso em flagrante no início do dia durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, um fuzil calibre .556 foi localizado no veículo utilizado por Canella, o que motivou sua autuação por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Aos policiais, o ex-prefeito declarou que a arma não lhe pertencia.

A Operação Unha e Carne investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para ocultar recursos de origem ilícita. Conforme a Polícia Federal, o grupo investigado movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas ao longo dos últimos seis anos.

De acordo com os investigadores, Márcio Canella está entre os investigados por suposta ligação com a organização criminosa e é apontado como um possível articulador político do grupo. A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a estrutura financeira utilizada para movimentar os recursos.

Além de Canella, a operação teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Estado de Polícia Civil. Também foi alvo o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, apontado pela CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) como líder de um grupo paramilitar que atuava em Nova Iguaçu. Ele possui condenações por homicídio e associação criminosa.

Outro investigado é o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável pelo controle de uma rede de postos de combustíveis registrada em nome de terceiros. As investigações indicam ainda que mais de 80 empresas, entre ativas e inativas, estariam ligadas a familiares do policial.

Até a publicação desta reportagem, as defesas de Márcio Canella e dos demais investigados não haviam se pronunciado sobre a operação ou as acusações apresentadas pela Polícia Federal. O espaço permanece aberto para manifestação das partes envolvidas.

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