O capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa foi desligado oficialmente da corporação nesta quarta-feira (28), poucos dias depois de ter sido afastado pela corregedoria. Ele é acusado de integrar um grupo de extermínio e de manter contato com traficantes do Comando Vermelho que atuam em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A demissão foi determinada pelo secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, com base em um processo administrativo instaurado em 2025. De acordo com a apuração interna, o capitão estaria ligado ao chamado “Novo Escritório do Crime”, organização criminosa investigada por homicídios sob encomenda no estado. Estrella Rosa chegou a ser preso em maio do ano passado por suspeita de envolvimento em pelo menos dois assassinatos.
Em nota, a Polícia Militar informou que o processo disciplinar concluiu que o oficial não atendia aos padrões de conduta exigidos pela corporação. A decisão foi comunicada ao governador Cláudio Castro, que ainda vai avaliar se a expulsão será definitiva, conforme prevê o regulamento interno.
Além do processo administrativo, o ex-capitão também é alvo de apuração criminal por conta de áudios que circulam nas redes sociais desde o último fim de semana. Nas gravações, ele supostamente aparece negociando com integrantes do Comando Vermelho da região de Belford Roxo. O material foi encaminhado como notícia-crime ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que analisam a veracidade e o conteúdo das conversas.
Os áudios foram divulgados pelo ex-governador Anthony Garotinho e, em um dos trechos, mencionam o nome do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Em manifestação pública, o prefeito negou qualquer ligação com o tráfico de drogas e afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.



