A principal investigada da Operação Tela Falsa, realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (3), foi exonerada do governo do estado após o avanço das investigações. Michele Coelho Montenegro, que ocupava um cargo de assessoria na Secretaria da Casa Civil, deixou a função depois que a administração estadual tomou conhecimento dos fatos apurados pela operação.
Segundo as investigações, Michele é apontada como figura central de um suposto esquema milionário envolvendo obras de arte, imóveis de alto padrão e o uso de documentos falsificados. De acordo com a polícia, ela se apresentava como advogada e herdeira para conquistar credibilidade e facilitar a aplicação das fraudes.
Conforme revelado anteriormente, a investigada foi nomeada para o cargo em outubro do ano passado sob o nome de “Mia Montenegro”, utilizando o mesmo CPF, e recebia remuneração bruta mensal em torno de R$ 16 mil.
Apesar de afirmar ser advogada, Michele não possui registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Informações do Ministério Público indicam que ela chegou a aparecer como estagiária nos registros da entidade, mas o cadastro não está mais disponível.
Nos bastidores da secretaria, servidores relataram que a assessora costumava dizer que era irmã de uma desembargadora, informação que também está sendo analisada pelas autoridades.
Após a repercussão da operação, o governo estadual determinou sua exoneração imediata. Em nota, a Secretaria da Casa Civil informou que a nomeação ocorreu durante a gestão do então governador Cláudio Castro e destacou que, à época, ainda não estavam em vigor os atuais mecanismos de compliance adotados para análise e validação de indicações para cargos no Executivo estadual.
A Operação Tela Falsa segue em andamento e busca esclarecer a extensão do suposto esquema, além de identificar possíveis envolvidos e eventuais beneficiários das fraudes investigadas.







