O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no início de agosto em uma investigação que apura uma suposta vantagem indevida relacionada a um ex-sócio do Banco Master. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que a negociação ocorreu dentro da legalidade.
A investigação está centrada na compra de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, localizado em uma área nobre de Salvador. A PF pretende esclarecer as circunstâncias da transação e entender qual foi a participação do senador no negócio.
De acordo com os investigadores, o imóvel teria sido adquirido pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, após um pedido feito por Jaques Wagner. A Polícia Federal busca verificar se a operação teve caráter exclusivamente particular ou se pode configurar o recebimento de benefício indevido.
Durante o depoimento, o senador deverá explicar como ocorreu a negociação, qual era sua relação com o empresário e quais foram os termos acertados entre as partes.
Em declarações anteriores, Jaques Wagner afirmou que pretendia comprar o apartamento para destiná-lo à filha, mas, por não ter recursos suficientes naquele momento, pediu que Augusto Lima realizasse inicialmente a aquisição do imóvel. Segundo o parlamentar, o acordo previa que ele recompraria a propriedade posteriormente.
A Polícia Federal pretende confrontar essa versão com documentos, registros financeiros e demais provas reunidas ao longo da investigação antes da conclusão do inquérito.
Jaques Wagner é um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores (PT). Além de senador, já foi governador da Bahia por dois mandatos, ministro em governos petistas e líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Apesar da apuração em andamento, o parlamentar reafirma que não cometeu qualquer irregularidade e sustenta que a negociação foi realizada de forma legal.



