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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Polícia Civil prende três suspeitos por comprar vídeos de abuso de menina de 13 anos vendidos em rifas virtuais

Polícia Civil prende três suspeitos por comprar vídeos de abuso de menina de 13 anos vendidos em rifas virtuais

por

Portal Exato

27/10/2025

2 min de leitura
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três pessoas nesta segunda-feira (27) em uma operação contra suspeitos de comprar e financiar vídeos de abuso sexual envolvendo uma menina de 13 anos. O material era vendido pela internet em um esquema que simulava rifas digitais.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do estado. Celulares e computadores foram apreendidos. Em um dos endereços, um homem foi preso em flagrante com arquivos de pornografia infantil armazenados no aparelho. Outras quatro pessoas foram levadas para prestar depoimento.

Como o caso começou

As investigações começaram após uma denúncia recebida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Segundo a polícia, a mãe da adolescente vendia fotos e vídeos da própria filha por meio de rifas nas redes sociais.

“Recebemos a informação de que uma mãe estaria comercializando rifas em que o ‘prêmio’ eram fotos da filha. A partir daí, iniciamos a investigação e descobrimos uma rede criminosa envolvida na produção e venda desse conteúdo”, explicou a delegada Maria Luiza Machado, responsável pelo caso.

Durante as apurações, os agentes identificaram que a menina aparecia nos vídeos ao lado do namorado, que é maior de idade. Ele foi preso em janeiro, na primeira fase da operação.

Venda e troca de conteúdo em grupos virtuais

A análise dos aparelhos apreendidos revelou a existência de grupos em aplicativos de mensagens usados para divulgar e vender as imagens da vítima. Além de comprarem o material, os participantes incentivavam a produção de novos vídeos.

“Identificamos pessoas que não apenas compravam, mas também estimulavam a continuidade dos crimes. Elas agora respondem por armazenamento, compra e consumo de material pornográfico envolvendo menor, além de associação criminosa”, informou a delegada.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos na rede e verificar se há vítimas adicionais. O conteúdo apreendido será periciado, e os suspeitos poderão pegar penas que ultrapassam 10 anos de prisão.

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