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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Hugo Motta garante que Câmara não permitirá perda de poderes da Polícia Federal

Hugo Motta garante que Câmara não permitirá perda de poderes da Polícia Federal

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Portal Exato

11/11/2025

3 min de leitura
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11) que a Polícia Federal não terá suas atribuições reduzidas durante a tramitação do projeto de lei Antifacção. Segundo ele, a autonomia da corporação é “inegociável” e será preservada em qualquer versão final do texto.

A declaração ocorre em meio à polêmica causada pelas mudanças propostas pelo relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que sugeriu restringir a atuação da PF em casos de facções criminosas e milícias, transferindo parte das responsabilidades para os governos estaduais.


“A PF é essencial e será fortalecida”, diz Motta

Em entrevista a jornalistas, Hugo Motta fez questão de tranquilizar a população e as forças de segurança:

“Quero deixar claro que a Câmara não está retirando competências da Polícia Federal. Pelo contrário, queremos fortalecê-la para que tenha mais estrutura e condições de enfrentar o crime organizado.”

O presidente destacou que reconhece o esforço do relator, mas defendeu que a discussão sobre segurança pública não pode virar palco político. “Essa pauta exige seriedade, responsabilidade e diálogo entre todos os Poderes”, afirmou.


Reunião com o ministro da Justiça

Motta informou que pretende se reunir com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para discutir ajustes no texto e garantir que a proposta final reforce o papel da PF no combate ao crime organizado. A expectativa é que o novo relatório seja apresentado ainda nesta semana, após diálogo entre o relator, o governo e representantes da corporação.

Segundo o parlamentar, o país precisa de uma Polícia Federal forte, equipada e independente. “Valorizar a PF é valorizar a segurança do cidadão brasileiro. Ela precisa ter autonomia, tecnologia e recursos para continuar enfrentando o crime de forma eficiente e imparcial”, completou.


Clima político e próximos passos

A fala de Motta ocorre após reação negativa de entidades, delegados e parlamentares ao texto original de Derrite, que, segundo especialistas, poderia enfraquecer o papel da PF em investigações nacionais.

O presidente da Câmara reforçou que o Parlamento entregará um texto equilibrado, que preserve a soberania nacional e a cooperação entre as forças de segurança, sem comprometer a autonomia da instituição.

“Segurança pública é um tema sensível e não pode ser usado para disputa política. Precisamos construir soluções maduras e responsáveis para proteger o país”, disse Motta.

Nas redes sociais, ele resumiu sua posição em três pontos principais:

  1. Garantir a autonomia da Polícia Federal;
  2. Proteger a soberania nacional;
  3. Manter o diálogo democrático na construção do projeto.

Com isso, Hugo Motta tenta equilibrar o debate entre o Congresso, o governo e a própria PF — em um momento em que o país acompanha de perto o desdobramento das discussões sobre o futuro da segurança pública e o combate ao crime organizado.

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