Os rumores de que o Partido Liberal (PL) poderia apoiar o prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026 voltaram a gerar atritos dentro da legenda. Nesta segunda-feira (27), o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou à CNN que a decisão sobre uma eventual aliança caberá ao diretório estadual, mas a fala reacendeu a insatisfação entre parlamentares do PL fluminense.
Deputados estaduais como Alan Lopes e Filippe Poubel reagiram com indignação à possibilidade de aproximação com Paes. Em suas redes sociais, Lopes atacou o prefeito e ameaçou deixar o partido caso a aliança se concretize.
“O presidente já afirmou várias vezes que o PL não caminhará com Eduardo Paes. Se isso acontecer, eu não fico no partido”, declarou Lopes em vídeo publicado nas redes sociais.
Valdemar Costa Neto admite ver com “bons olhos” a parceria
Apesar das críticas internas, Valdemar Costa Neto voltou a sinalizar abertura ao diálogo com Paes, afirmando que “vê com bons olhos” uma possível união política no Rio. Segundo o dirigente, o tema será tratado diretamente pelo presidente estadual do PL, Altineu Côrtes.
Flávio Bolsonaro e outros líderes rejeitam a ideia
Entre os principais nomes do partido no estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou contra a proposta. Ele afirmou que não foi consultado sobre o assunto e reforçou que o partido “está testando nomes próprios” para disputar o governo em 2026.
Outros dirigentes, como o deputado Márcio Gualberto e o presidente municipal do PL, Bruno Bonetti, também se posicionaram contra qualquer aliança com o prefeito.
Paes faz aceno político
A polêmica ganhou força no fim de semana, quando Eduardo Paes comentou sobre o tema durante o evento de filiação do deputado federal Luciano Vieira ao PSDB, em São João de Meriti. Em tom conciliador, o prefeito disse acreditar que há espaço para união entre os partidos “pelo bem do Rio de Janeiro”.
“Eu não tenho dúvida de que nós vamos estar juntos, mas por um só amor: o amor ao estado do Rio de Janeiro”, afirmou Paes.
A movimentação ocorre em meio às articulações iniciais para as eleições estaduais de 2026, que prometem realinhar forças políticas entre os grupos de Paes e do bolsonarismo no estado.



