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sexta-feira, 15 de maio de 2026

CPI das Câmeras leva investigação ao presídio de Gericinó e ouve líderes de quadrilhas de roubo de carros

CPI das Câmeras leva investigação ao presídio de Gericinó e ouve líderes de quadrilhas de roubo de carros

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Portal Exato

15/09/2025

3 min de leitura
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Câmeras, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ampliou nesta segunda-feira (15) o alcance de suas investigações. Pela primeira vez, os deputados realizaram uma audiência dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital, para ouvir detentos apontados como figuras centrais em esquemas de roubo de veículos no estado.

O encontro faz parte de uma série de diligências em presídios que já incluíram visitas a Bangu 3-B e Bangu 4. No grupo de parlamentares, estiveram presentes o presidente da CPI, Alexandre Knoploch (PL), além de Marcelo Dino (União), Filippe Poubel (PL), Rodrigo Amorim (União) e Alan Lopes (PL).

Durante a sessão, foram ouvidos cinco criminosos de alta periculosidade: Vinicius Sebastian dos Santos Catrinck, conhecido como “Capetão”; Thiago Fernandes Virtuoso, apelidado de “Tio Comel”; Gildásio Esteves Lima; Luciano da Silva Teixeira, o “Sardinha da CDD”; e Jefferson Dias Lino, apelidado de “Rouba Cena”. Segundo Knoploch, todos os detentos já teriam recebido valores de empresas suspeitas de ligação com associações de proteção veicular e até com locadoras de automóveis.

De acordo com o presidente da comissão, os depoimentos coletados até agora foram considerados relevantes e devem ajudar a compor o “quebra-cabeça” das investigações. “Estamos avançando para entender como funcionava essa engrenagem e de que forma empresas que atuam na legalidade podem estar servindo como fachada para o crime organizado”, declarou.

As apurações contam com o suporte da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), responsável por dar respaldo policial às diligências e à coleta de informações.

Criada em junho, a CPI das Câmeras nasceu com o objetivo de investigar contratos de empresas privadas responsáveis pela instalação de equipamentos de vigilância em áreas públicas. No entanto, as investigações logo se expandiram para outros setores. Hoje, além das associações de veículos, também estão no radar locadoras, ferros-velhos, empresas de transporte de cargas e até o comércio de ouro, usado em possíveis esquemas de lavagem de dinheiro — um desdobramento que surgiu após a prisão do deputado estadual TH Joias (ex-MDB).

Para os parlamentares, ouvir diretamente os criminosos pode ser a peça que faltava para revelar a dimensão da rede de interesses entre empresas e o submundo do crime no Rio de Janeiro.

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