A sessão da CPI das Câmeras na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realizada nesta segunda-feira (22), foi novamente marcada por clima de tensão. Os deputados determinaram a prisão de Thiago de Lima Menezes, representante da empresa Êxodos Benefícios, acusado de prestar falso testemunho durante seu depoimento.
Menezes admitiu ter vínculo com duas companhias do setor de recuperação de veículos, mas negou participação na TMJ Assistência 24h, responsável por atender ocorrências para a própria Êxodos. A omissão foi interpretada pelos parlamentares como tentativa de enganar a comissão.
O relator da CPI, deputado Fillipe Poubel (PL), deu voz de prisão ao empresário, o que provocou um duro embate com o advogado de defesa, Sandro Figueiredo. O jurista acusou os parlamentares de cerceamento e argumentou que seu cliente tinha direito ao silêncio. Diante da confusão, o presidente da CPI, Alexandre Knoploch (PL), suspendeu temporariamente a sessão para tentar acalmar os ânimos, mas a decisão de Poubel acabou mantida.
Com a formalização da prisão, Menezes entrou para a lista de investigados detidos pela comissão, que já havia ordenado a prisão do empresário Sérgio Belo David, ligado à Rio Ben Benefícios, em sessão anterior.
Alvo das investigações
A CPI das Câmeras investiga indícios de irregularidades em contratos, movimentações financeiras e possíveis conexões entre empresas de benefícios e organizações envolvidas em roubos e furtos de veículos no Rio. O relatório final deverá compilar depoimentos, documentos e diligências para embasar futuras medidas legais e administrativas contra os suspeitos.



