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sexta-feira, 27 de março de 2026

Investimento do Rioprevidência em fundo ligado ao Banco Master gera prejuízo milionário

Investimento do Rioprevidência em fundo ligado ao Banco Master gera prejuízo milionário

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Portal Exato

20/01/2026

3 min de leitura
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Um dos investimentos feitos pelo Rioprevidência em fundos associados ao Banco Master resultou em um prejuízo de R$ 133 milhões. O valor corresponde a apenas uma das aplicações realizadas pelo fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, que destinou, ao todo, cerca de R$ 1,2 bilhão ao banco.

O caso envolve recursos aplicados em ações da Ambipar, empresa do setor de gestão ambiental. Pouco tempo depois do aporte, a companhia entrou em recuperação judicial, em 2024. Por meio do fundo Texas I, o Banco Master investiu R$ 150 milhões do Rioprevidência na Ambipar. Com a forte desvalorização dos papéis, o montante passou a valer aproximadamente R$ 17 milhões poucos meses após a aplicação.

Suspeita de manipulação no mercado

A operação está sob investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apura indícios de irregularidades e possível favorecimento nos investimentos feitos na Ambipar. De acordo com o órgão, houve uma valorização atípica das ações da empresa, que chegaram a subir cerca de 800% em apenas três meses.

A CVM investiga a suspeita de atuação conjunta entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure para inflar artificialmente o valor das ações. Tanure, que teve o celular apreendido pela Polícia Federal no Rio de Janeiro na última semana, teria usado os papéis da Ambipar como garantia em negociações envolvendo a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), o que pode ter gerado vantagens financeiras com a alta repentina dos títulos. Ambos são alvos de investigações da Polícia Federal.

Aplicações sem aval formal

Depoimentos colhidos na apuração indicam que parte significativa dos recursos do Rioprevidência foi aplicada no Banco Master sem autorização formal do comitê de investimentos do fundo. Um ex-integrante do colegiado afirmou que os aportes ocorreram de forma automática.

Segundo esse relato, o comitê aprovou inicialmente um investimento de aproximadamente R$ 120 milhões no fim de 2023, mas não deliberou oficialmente sobre os aportes seguintes. A interpretação interna teria sido de que a autorização inicial permitia novas aplicações sem necessidade de nova análise.

Os investimentos foram realizados por meio de letras financeiras, um tipo de aplicação de renda fixa em que o investidor empresta recursos à instituição financeira em troca de uma remuneração futura, geralmente com promessa de retorno acima do capital aplicado.

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