O líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Amorim (União), vai defender nesta quarta-feira (26) que o pedido de criação da CPI das Barricadas seja retirado. A proposta, apresentada por Giovani Ratinho (SDD) e apoiada por 46 parlamentares — entre eles o próprio Amorim — deve ser discutida em uma reunião informal do colégio de líderes.
Segundo Amorim, embora o tema da segurança pública tenha motivado muitos deputados a assinarem o pedido, a instalação de uma CPI não é o instrumento mais adequado neste momento.
“Todos assinamos num primeiro momento porque apoiamos iniciativas na área de segurança. Mas a CPI passa a impressão equivocada de que queremos investigar ou confrontar uma operação que vem dando resultados e recebe boa avaliação da população”, afirmou o líder governista.
Nova proposta: comissão especial
Como alternativa, Amorim pretende sugerir a criação de uma comissão especial para acompanhar as ações da Operação Barricada Zero e outras medidas de enfrentamento ao crime organizado. Para ele, a Alerj deve participar ativamente do debate, mas de forma colaborativa, sem comprometer o andamento das operações policiais.
“Temos responsabilidade de apoiar a segurança pública com novas leis, recursos e mecanismos de acompanhamento. A comissão especial cumpre esse papel sem interferir negativamente no trabalho das forças de segurança”, explicou.
Pressão para retirada de assinaturas
Amorim tentará convencer o autor da proposta, Giovani Ratinho, a desistir da CPI e aderir ao novo formato sugerido. Caso não haja acordo, o líder do governo já sinalizou que poderá orientar a base aliada a retirar as assinaturas do requerimento — o que inviabilizaria a instalação da CPI.
A movimentação ocorre em meio à intensificação das ações do governo estadual contra barreiras impostas por grupos criminosos em diversas comunidades do Rio.



