Sete detentos apontados como integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) foram transferidos nesta quarta-feira (12) do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, para penitenciárias federais em diferentes estados. A medida foi solicitada pelo governador Cláudio Castro (PL) e contou com o aval do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, após as recentes operações policiais nos complexos do Alemão e da Penha, que deixaram mais de cem mortos.
A transferência começou nas primeiras horas da manhã, sob forte esquema de segurança. Os presos foram levados da unidade prisional pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) até a Base Aérea do Galeão, onde agentes da Polícia Federal assumiram a escolta para o transporte aéreo.
Presos transferidos
Entre os sete transferidos estão nomes conhecidos no mundo do crime:
- Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho
- Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça de Sabão
- Eliezer Miranda Joaquim, o Criam
- Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho
- Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor
- Alexander de Jesus Carlos, o Choque
- Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha
De acordo com a Seap, os presos foram encaminhados a presídios federais de segurança máxima, localizados em estados distintos, para evitar comunicação entre eles e desarticular a cadeia de comando da facção.
Novos pedidos de transferência
Além dos sete criminosos já removidos, o governo do Rio solicitou à Justiça a transferência de outros três detentos com ligação direta ao Comando Vermelho: Wagner Teixeira Carlos, Leonardo Farinazzo Pampuri e Riam Maurício Tavares Mota. A Vara de Execuções Penais (VEP) ainda analisa os pedidos.
Segundo o governo estadual, a medida é necessária para impedir possíveis represálias e ataques orquestrados por membros da facção após as recentes ações das forças de segurança.
Medida busca reduzir influência das facções no sistema prisional
A transferência para o sistema federal faz parte de uma estratégia de contenção da influência de facções dentro dos presídios estaduais. Nos últimos meses, autoridades de segurança vêm alertando para o aumento do poder de articulação do Comando Vermelho a partir das cadeias do Rio.
O governo federal e o estado defendem que o isolamento dos principais líderes em unidades de segurança máxima, sob vigilância reforçada e regime disciplinar rígido, é essencial para enfraquecer a comunicação entre criminosos e comparsas em liberdade.
As ações integram o conjunto de medidas anunciadas por Cláudio Castro após a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, e devem ser ampliadas nas próximas semanas com novas transferências e operações em áreas dominadas por facções.



