No início da noite de quarta-feira (20), a rotina tranquila da Rua Oswaldo Cruz, no Flamengo, foi rompida por uma ação ousada. Quatro homens armados invadiram um edifício residencial da região, em um episódio que deixou moradores atônitos e autoridades em alerta.
De acordo com testemunhas, o grupo não parecia interessado em um assalto comum. “Meu alvo é um só. Ninguém vai se machucar se colaborar”, teria dito um dos criminosos ao render porteiros e moradores que chegavam ao local. A coincidência levantou suspeitas: no mesmo andar de um dos apartamentos mirados, vive o secretário de Governo do Estado do Rio, André Moura.
A Polícia Civil confirmou que o objetivo dos invasores era atingir um imóvel do andar do secretário, embora não tenha apontado oficialmente se ele seria, de fato, o alvo.
A ação, no entanto, terminou de forma inesperada. Depois de dominar porteiros, uma médica e sua filha, além de um funcionário do prédio, os criminosos recuaram antes de alcançar os elevadores. Em meio à tensão, abandonaram a ofensiva, arrombaram o portão da garagem e deixaram o local em fuga. O veículo usado, um SUV, foi encontrado mais tarde em Botafogo, deixado para trás enquanto os suspeitos escapavam a pé.
A 9ª DP (Catete) assumiu o caso. Segundo o delegado Rafael Barcia, perícias foram realizadas no carro, nas dependências do edifício e em objetos manuseados pelos assaltantes. As investigações, até o momento, tratam a ocorrência como tentativa de roubo a residência, mas nenhuma linha de apuração foi descartada.
Apesar do cerco montado pela polícia na região logo após a fuga, ninguém foi preso. Enquanto isso, moradores ainda tentam digerir a noite de tensão que transformou um endereço tradicional da Zona Sul em palco de um mistério: quem, afinal, seria o verdadeiro alvo da invasão?



