As investigações da Operação Unha e Carne devem ganhar novos desdobramentos nos próximos dias. Segundo informações de investigadores, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF) preparam novas etapas da ofensiva, que apura a suposta ligação de agentes públicos do Rio de Janeiro com milícias e facções criminosas.
A expectativa é de que as próximas fases tenham como foco deputados estaduais ligados a partidos de centro-direita, incluindo integrantes de grupos políticos aliados ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Até o momento, não foram divulgados os nomes dos parlamentares que poderão ser alvo das novas diligências.
A operação já soma seis fases desde o início das investigações. A mais recente foi realizada na última terça-feira (7) e teve como um dos principais alvos o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), que é apontado como pré-candidato ao Senado.
Quando foi deflagrada, no fim de 2025, a Operação Unha e Carne tinha como objetivo investigar um suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Um dos primeiros investigados foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Com o avanço das apurações, a Polícia Federal ampliou o escopo da investigação. Além do suposto vazamento de informações, os investigadores passaram a analisar possíveis relações entre agentes públicos e integrantes de organizações criminosas que atuam no estado, incluindo facções do tráfico e grupos milicianos.
Na fase anterior da operação, a PF também cumpriu mandados contra o empresário Fernando Trabach Gomes, proprietário de uma rede de postos de combustíveis. As investigações continuam em andamento e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.



