A Polícia Civil dará continuidade, nesta terça-feira (6), às investigações sobre o incêndio que atingiu o Shopping Tijuca na última sexta-feira (2). O superintendente do centro comercial e o responsável pela equipe de brigadistas serão ouvidos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido, que resultou na morte de dois brigadistas e deixou outras três pessoas feridas.
De acordo com as apurações iniciais, o fogo começou em uma loja localizada no subsolo, identificada como Bell’Art, especializada em artigos de decoração. A principal suspeita é de que o incêndio tenha tido origem no sistema de refrigeração da loja, hipótese que ainda depende de confirmação técnica por meio de perícia.
Segundo a delegada Maíra Rodrigues, da 19ª DP (Tijuca), os investigadores aguardam a liberação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para concluir a análise pericial no local. Enquanto isso, os depoimentos serão essenciais para entender como foi conduzido o processo de evacuação e se os protocolos de segurança foram seguidos corretamente.
A polícia quer apurar se havia planos adequados de combate a incêndio, licenças em dia e se houve falha humana, negligência ou problema técnico durante a ocorrência. Vídeos que circulam nas redes sociais, mostrando funcionários fechando quiosques antes de deixar o shopping, também serão analisados e confrontados com as imagens oficiais solicitadas à administração do empreendimento.
Evacuação e versões divergentes
Em nota, a administração do Shopping Tijuca informou que cerca de 7 mil pessoas foram retiradas do local com segurança no dia do incêndio. Segundo o comunicado, o esvaziamento do subsolo ocorreu em poucos minutos e, em aproximadamente meia hora, todo o público já havia deixado o shopping, sem registro de pânico ou correria.
O shopping afirma ainda que possui 11 saídas de emergência e que todos os equipamentos exigidos por lei estavam em funcionamento. A administração declarou prestar assistência às famílias das vítimas e ressaltou a atuação da brigada e dos bombeiros no controle da situação.
Vistoria e interdições
Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal realizou uma vistoria técnica no local e identificou risco estrutural no mezanino da loja onde o incêndio começou. Também foi apontado perigo de queda de partes do teto, do piso e de revestimentos.
Por conta disso, todo o subsolo do shopping foi interditado, sem previsão de liberação. No térreo, 17 lojas localizadas entre a entrada da Avenida Maracanã e a loja Tok&Stok também foram fechadas, após o calor intenso provocar deformações no piso da área.
A Defesa Civil informou que as demais lojas, fora das áreas diretamente atingidas pelo incêndio, não apresentam risco estrutural no momento.
As causas do incêndio seguem sob investigação, e a reabertura do shopping só deverá ocorrer após a conclusão das perícias e vistorias pelos órgãos competentes.



