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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Prefeitura do Rio suspende atendimento de saúde em presídios por falta de pagamento do Estado

Prefeitura do Rio suspende atendimento de saúde em presídios por falta de pagamento do Estado

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Portal Exato

28/07/2025

2 min de leitura
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A partir desta terça-feira (29), a Prefeitura do Rio suspenderá os serviços de saúde prestados nas unidades prisionais da capital. A decisão foi anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e tem como principal motivo a falta de repasses financeiros por parte do governo do Estado, responsável pelo sistema penitenciário.

De acordo com a SMS, o Estado não faz nenhum repasse há três meses. Nesse período, a Prefeitura assumiu os custos com recursos próprios, o que comprometeu o orçamento destinado à rede pública de saúde da cidade. “Chegamos ao nosso limite”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

O serviço, que funcionava por meio de um convênio firmado em 2020, atendia atualmente 28 presídios com 44 equipes compostas por médicos, dentistas, psicólogos, enfermeiros e técnicos. Ao todo, 176 profissionais realizavam cerca de 500 mil atendimentos, incluindo consultas, exames e acompanhamentos de casos como tuberculose, HIV, hipertensão, diabetes e sífilis.

Além disso, as equipes cuidavam de gestantes e bebês que permanecem com as mães na Unidade Prisional Materno-Infantil. Em 2025, foram registrados 50 atendimentos a gestantes e 25 a recém-nascidos.

Somente no primeiro semestre deste ano, mais de 178 mil atendimentos foram realizados nas unidades prisionais. No entanto, desde abril, não houve mais repasses do Estado. O último pagamento foi de R$ 7,6 milhões, insuficiente para manter o serviço por muito tempo.

A situação é ainda mais crítica diante dos números de doenças dentro das prisões. Entre 2022 e 2024, mais de 4 mil casos de tuberculose foram registrados, aumentando o risco de contágio não só entre os detentos, mas também entre os profissionais que atuam nas unidades.

A Prefeitura alega que, somando esse convênio com outras políticas públicas que também estão sem verba, a dívida do Estado com a saúde municipal já ultrapassa R$ 1,1 bilhão.

Enquanto o impasse não é resolvido, milhares de detentos ficarão sem atendimento médico nas unidades prisionais do Rio, ampliando os riscos sanitários e humanos em um dos sistemas mais vulneráveis do estado.

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