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sexta-feira, 15 de maio de 2026

STF manda prender miliciano condenado por executar testemunha de operação contra crime organizado na Baixada

STF manda prender miliciano condenado por executar testemunha de operação contra crime organizado na Baixada

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Portal Exato

29/07/2025

3 min de leitura
policia-civil-sp 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão imediata de Éder Fábio Gonçalves da Silva, conhecido como “Fabinho é nós”, condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de uma testemunha que colaborou com a Operação Capa Preta. A decisão foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Éder é apontado como membro de uma das mais violentas milícias da Baixada Fluminense, com atuação em comunidades de Duque de Caxias. Ele é filho do ex-vereador e ex-PM Jonas Gonçalves da Silva, conhecido como “Jonas é Nóis”, um dos principais líderes do grupo criminoso investigado desde 2010.

Crime foi retaliação contra delator

O homicídio que motivou a condenação ocorreu como represália à colaboração de Lucas José Antônio com as autoridades. Lucas era uma das testemunhas-chave da investigação e foi executado em um contexto de intimidação e silenciamento de delatores.

Apesar da pena em regime fechado, o Tribunal de Justiça do Rio havia permitido que Éder recorresse em liberdade. A decisão foi revertida pelo STF, que considerou inadequado manter solto um réu condenado a mais de 15 anos por um crime grave ligado ao crime organizado.

Milícia controlava serviços e espalhava o medo

A milícia liderada por Jonas Gonçalves atuava em diversas frentes ilegais: extorsão a moradores e comerciantes, agiotagem, tráfico de armas, exploração de serviços clandestinos como transporte alternativo, sinal de TV e internet, além de venda abusiva de botijões de gás e cestas básicas.

A organização criminosa mantinha o controle sobre comunidades como Pantanal, Parque Fluminense, Sarapuí, Parque Muísa e Gramacho, consolidando seu poder por meio da violência.

Filho do chefe da milícia também teve candidatura barrada

A influência da milícia se estende à política local. Em 2023, o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura de Jonhnatan Gonçalves da Silva, o “Petão Família” — filho de Jonas e irmão de Éder — a vereador em São Pedro da Aldeia, pelo partido Republicanos.

Segundo o MP, Jonhnatan tem condenações por associação criminosa armada e omitiu informações relevantes em sua ficha criminal. O caso levanta novamente o debate sobre a presença de milicianos e seus familiares no processo eleitoral.

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