O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, movimentou os bastidores da política ao citar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux como possível candidato ao Senado em 2026 pelo Rio de Janeiro. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (11), e rapidamente alimentou especulações sobre o futuro do magistrado fora da Corte.
Segundo Valdemar, a fala surgiu após o voto de Fux no julgamento da tentativa de golpe de 2022, quando o ministro divergiu da maioria da Primeira Turma. Para o dirigente partidário, a atuação de Fux foi “um verdadeiro show” e teria despertado a atenção de lideranças políticas fluminenses. “Ontem mesmo já recebi ligações do Rio pedindo que ele seja sondado para disputar o Senado. O Bolsonaro está sendo injustiçado, e a decisão dele mostrou coragem. Vai ser uma guerra daqui para frente”, afirmou.
O presidente do PL ainda lembrou que a aposentadoria compulsória de Fux está próxima. O ministro completa 75 anos em 2027, quando terá de deixar o tribunal. “Ele pode se aposentar em dois anos e entrar na política. Se ele vai topar ou não, eu não sei”, comentou Valdemar, em tom descontraído.
Embora o próprio Fux nunca tenha dado sinais de interesse em seguir carreira política, o episódio revela uma estratégia do PL de atrair figuras de peso jurídico e institucional para fortalecer o partido, especialmente no Rio de Janeiro — território considerado fundamental para os planos eleitorais de Jair Bolsonaro e seus aliados.
Por ora, tudo permanece no campo das especulações. Mas a simples menção ao nome de um ministro do STF como possível candidato já evidencia como as fronteiras entre a Justiça e a política seguem cada vez mais entrelaçadas no cenário brasileiro.



