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sábado, 13 de junho de 2026

Denúncias de sonegação de ICMS no Rio acendem alerta após escândalo em São Paulo

Denúncias de sonegação de ICMS no Rio acendem alerta após escândalo em São Paulo

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Portal Exato

14/08/2025

3 min de leitura
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O clima na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro esquentou nesta quinta-feira (14), quando o presidente da Comissão de Tributação, deputado Arthur Monteiro (União), revelou ter recebido informações sobre um possível esquema de sonegação fiscal envolvendo grandes redes de supermercados e empresas do setor de bebidas.

A suspeita ganhou peso por lembrar, em detalhes, o caso investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que, no início da semana, desmontou um esquema bilionário de corrupção na cobrança do ICMS. Naquele episódio, dois empresários e dois servidores públicos foram presos.

Monteiro, que além de parlamentar é advogado tributarista e auditor licenciado da Receita Federal, afirmou que as denúncias recebidas no Rio seguem “o mesmo modus operandi” do caso paulista. Ele adiantou que levará as informações à Receita Federal e pretende convocar uma audiência pública para debater o assunto na Alerj. Segundo ele, há nomes citados nos relatos e o material será investigado pela comissão.

O alerta foi reforçado pelo deputado Luiz Paulo (PSD), que considerou as informações “gravíssimas” e defendeu o envolvimento do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado nas apurações. O MP fluminense, aliás, já tem em mãos uma denúncia relacionada a uma cervejaria — que resultou na exoneração de um servidor.

O caso de São Paulo, que serve de referência para as suspeitas no Rio, foi exposto na última terça-feira (12), com a Operação Ícaro. Conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), a investigação aponta que auditores fiscais recebiam propina para conceder benefícios tributários ilegais a empresas varejistas.

Entre os alvos estão o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, ambos presos na ação. A investigação ainda apura se outras empresas, como OXXO e Kalunga, foram favorecidas.

Do lado dos servidores, foram detidos Artur Gomes da Silva Neto — supervisor da Diretoria de Fiscalização —, acusado de operar o esquema, e Marcelo de Almeida Gouveia, também integrante da pasta. Apenas neste ano, o MP localizou 174 e-mails que indicam tratativas para favorecer a Ultrafarma. Ambos foram suspensos das funções públicas.

O paralelo entre os dois casos levanta dúvidas sobre a extensão da prática no país e pressiona autoridades do Rio a agir rapidamente para esclarecer se a mesma engrenagem da fraude paulista está girando em território fluminense.

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