O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) renunciou ao mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira (12). O parlamentar está preso desde maio, durante uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Educação.
A decisão foi comunicada ao plenário pelo vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), que fez a leitura da carta de renúncia apresentada pelo deputado.
Afastado das funções parlamentares desde a prisão, Rangel afirmou que decidiu deixar o cargo para se dedicar integralmente à própria defesa no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na carta, assinada em 10 de agosto, o parlamentar classificou a renúncia como “livre e espontânea”, “irrevogável e irretratável”.
Investigação apura contratos da Educação
A prisão de Rangel ocorreu durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta organização criminosa.
Segundo a PF, o caso envolve suspeitas de peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da Secretaria de Educação. A investigação também aponta que parte dos recursos que teriam sido desviados poderia ter sido direcionada para contas ligadas a uma rede de postos de combustíveis.
Durante a apuração, os investigadores encontraram áudios que, segundo a PF, mostram Rangel dando orientações sobre nomeações e movimentações internas na Secretaria de Educação.
Alerj deverá formalizar vacância
Com a renúncia apresentada em plenário, a Assembleia Legislativa deverá cumprir os procedimentos previstos no Regimento Interno para formalizar a vacância do mandato e convocar o próximo suplente.
O processo judicial contra Rangel, entretanto, continua em andamento no STF, independentemente da renúncia ao cargo parlamentar.





