O uso de verba pública pelo deputado estadual Giovani Ratinho (Solidariedade) voltou a gerar questionamentos. Dois veículos alugados por seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao custo de R$ 23 mil mensais, foram vistos em atividades que nada tinham a ver com a rotina parlamentar: transporte de ração e até de um cavalo, dentro de uma fazenda em Magé, na Baixada Fluminense.
As imagens circularam nas próprias redes sociais do parlamentar e da Fazenda Haras Três Princesas. Em um dos vídeos, um Toyota Hilux, cujo licenciamento está vencido desde 2023, aparece puxando um trailer com um cavalo. O veículo, identificado pela placa RIS 9A48, custa R$ 15 mil mensais aos cofres da Alerj e é alugado da empresa SM Locadora de Veículos e Máquinas.
Outro registro mostra um carro da mesma cor e modelo sendo usado para transportar rações. Já em um vídeo publicado pelo perfil da fazenda, um Nissan de placa RKS 5E22 aparece em meio a uma atividade, acompanhado da legenda: “aqui a gente bota pra torar”. Este veículo também integra a frota custeada pelo gabinete de Ratinho, por R$ 8 mil mensais.
Após a repercussão, todas as publicações da fazenda foram apagadas. Questionado, o deputado alegou que desempenha ações de proteção animal, justificando o transporte do cavalo como um resgate e a entrega de ração como parte desse trabalho. Sobre a frase publicada no perfil da fazenda, disse se tratar de uma expressão comum entre cavaleiros.
Ratinho também afirmou que os impostos dos veículos estão em dia, embora tenha prometido cobrar da locadora explicações sobre o atraso no licenciamento da Hilux. A respeito das sessões plenárias dos dias 20 e 21, explicou que participou remotamente, mesmo constando como presente no painel eletrônico da Casa.
A Alerj, por sua vez, destacou que a contratação de veículos é de responsabilidade de cada gabinete, mas frisou que as notas fiscais são públicas e auditáveis no portal da transparência. Nem a fazenda nem a empresa de locação se pronunciaram até o momento.




