26º

Rio de Janeiro

sábado, 13 de junho de 2026

Clima político esquenta em Duque de Caxias após denúncias de hostilidade contra deputados

Clima político esquenta em Duque de Caxias após denúncias de hostilidade contra deputados

por

Portal Exato

14/08/2025

3 min de leitura
images (6)

A sessão de quinta-feira (14) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi marcada por manifestações de apoio e críticas contundentes. O presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), saiu em defesa dos colegas Arthur Monteiro (União Brasil) e Carlos Minc (PSB) diante de episódios ocorridos recentemente em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O estopim foi uma sequência de ações que, segundo os parlamentares, ultrapassam divergências políticas e atingem diretamente o exercício do mandato. Carlos Minc relatou ter sido desconvidado de uma cerimônia oficial na cidade, mesmo sendo autor da lei que motivou o evento — a mudança do nome da Estrada do Amapá para Estrada Padre Bruno, em homenagem ao missionário Luigi Costanzo Bruno. A justificativa, transmitida por um padre local, teria vindo de integrantes da família Reis, grupo político que comanda o município. O episódio levou a Comissão de Constituição e Justiça da Alerj a aprovar uma moção de repúdio contra a prefeitura.

Já Arthur Monteiro denunciou que o nome de sua mãe, Maria Helena Monteiro — professora falecida no ano passado —, foi retirado da nova Unidade Básica de Saúde do Centenário, que já havia sido inaugurada com a homenagem. Para o deputado, a medida foi um ato deliberado de perseguição, mascarado pela alegação oficial de “questões de identidade visual”. Ele ressaltou que a placa com o nome já estava instalada havia semanas, o que, além do desrespeito, representa gasto público desnecessário.

Bacellar, que no passado protagonizou embates com o grupo político dos Reis — incluindo a exoneração do ex-secretário de Transportes e líder local Washington Reis, quando assumiu interinamente o governo do estado —, não poupou críticas. Disse que impedir a participação de um deputado em um evento oficial ou retirar o nome de uma homenagem póstuma por disputa política “é agir sem caráter e sem escrúpulo”.

O presidente da Alerj reforçou que sua função é garantir respeito a todos os parlamentares, independentemente de alinhamento partidário. “O mandato precisa ser respeitado. Atacar por meio da memória de alguém falecido é uma covardia inaceitável”, declarou.

Os dois casos aumentam a tensão política em Duque de Caxias, governada atualmente por Netinho Reis (MDB), sobrinho de Washington Reis. O clima de embate evidencia que, na cidade, as disputas políticas extrapolam o campo das ideias e chegam a afetar homenagens e cerimônias institucionais.

Compartilhe esta notícia:

Usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação.