A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu início aos trabalhos da CPI criada para analisar as ações do poder público após a tragédia climática que atingiu Petrópolis e outras cidades da Região Serrana em fevereiro de 2022. Já na reunião de instalação, os parlamentares aprovaram uma série de convocações para ouvir autoridades e ex-gestores que tiveram participação direta na formulação e execução das medidas adotadas após o desastre.
Entre os primeiros nomes que deverão prestar esclarecimentos estão o ex-secretário estadual do Ambiente, Bernardo Rossi, o ex-secretário de Obras Uruan Cintra, o atual secretário de Obras, Raul Fanzeres, e o ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Jordão Bussiere. Este último também aparece em outra frente de investigação, tendo sido alvo de operação da Polícia Federal relacionada a suspeitas de irregularidades envolvendo a Refit.
A comissão foi criada para avaliar a resposta do Estado diante da maior tragédia climática recente da Região Serrana, além de verificar a efetividade das obras, dos programas de assistência e das medidas de prevenção implementadas nos anos seguintes ao desastre.
Autor da proposta, o deputado Rodrigo Amorim (PL) foi escolhido para presidir o colegiado e defendeu uma análise detalhada da atuação dos órgãos públicos envolvidos na reconstrução das áreas atingidas. A expectativa é que os trabalhos da CPI busquem identificar falhas, apontar responsabilidades e sugerir medidas para evitar que tragédias semelhantes tenham impactos tão severos no futuro.
Além de Amorim, integram a comissão os deputados Yuri Moura (PSOL), Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (SDD), Alan Lopes (PL), Sérgio Fernandes (PSD) e Wellington José (União). Com a aprovação das primeiras oitivas, a CPI inicia uma fase de coleta de depoimentos que promete colocar sob escrutínio decisões administrativas tomadas antes, durante e após a calamidade que marcou a história de Petrópolis.



