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quarta-feira, 03 de junho de 2026

Debate na CCJ da Alerj termina em troca de farpas entre deputados durante sessão acompanhada por universitários

Debate na CCJ da Alerj termina em troca de farpas entre deputados durante sessão acompanhada por universitários

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Portal Exato

03/06/2026

3 min de leitura

O que deveria ser uma aula prática sobre o funcionamento do processo legislativo acabou ganhando contornos políticos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (3). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realizou sua reunião no plenário da Casa para receber estudantes de Direito da Unigranrio e da Universidade de Nova Iguaçu (UNIG), que acompanhavam os trabalhos como parte de uma atividade acadêmica.

A proposta da comissão era apresentar aos universitários como ocorre a análise técnica de projetos de lei, especialmente os aspectos relacionados à constitucionalidade das matérias em tramitação. No entanto, um dos temas da pauta provocou divergências entre parlamentares da base conservadora e da oposição, transformando a sessão em um momento de confronto político.

O episódio ocorreu durante a discussão de um projeto de autoria do deputado estadual Thiago Gagliasso que propõe a criação do programa “Cultura sem Partido“. A iniciativa busca impedir que recursos públicos destinados ao setor cultural sejam utilizados em atividades com finalidade político-partidária.

Durante a análise da proposta, deputados passaram a discutir os limites e a interpretação do texto. Parlamentares questionaram a utilização de alguns termos presentes no projeto, argumentando que determinadas expressões poderiam abrir espaço para diferentes interpretações sobre manifestações artísticas e culturais.

Foi nesse contexto que a deputada estadual Dani Monteiro citou a música Zé do Caroço, da cantora e compositora Leci Brandão, para exemplificar como obras de cunho social e político poderiam ser afetadas por iniciativas semelhantes. A observação gerou reação imediata de integrantes da bancada do PL.

O presidente da comissão, Rodrigo Amorim, e o deputado estadual Alexandre Knoploch contestaram o argumento apresentado, dando início a uma troca de provocações entre os parlamentares.

O debate se acirrou após comentários sobre a capacidade de compreensão dos argumentos discutidos, levando a respostas em tom mais duro de ambos os lados. Apesar do clima de tensão, os deputados interromperam as provocações, reconheceram o excesso e concordaram em retomar a discussão do projeto.

Com os ânimos controlados, a sessão voltou ao seu objetivo principal e seguiu normalmente até o encerramento. Os estudantes permaneceram acompanhando os trabalhos e puderam observar, na prática, não apenas o funcionamento técnico da atividade legislativa, mas também a intensidade dos debates políticos que frequentemente marcam o cotidiano do Parlamento fluminense.

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