O Tribunal Distrital da Flórida, nos Estados Unidos, enviou uma nova intimação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (7). O pedido faz parte de um processo aberto pela empresa de Donald Trump, a Trump Media & Technology Group, junto com a plataforma de vídeos Rumble.
As duas empresas acusam Moraes de censura e pedem que decisões do ministro que mandam tirar do ar contas de usuários do Rumble não tenham validade nos EUA.
Essa não é a primeira vez que as empresas tentam levar Moraes à Justiça americana. Em fevereiro de 2025, já haviam tentado notificá-lo, mas sem sucesso.
Agora, com a nova intimação, Alexandre de Moraes tem 21 dias para responder. Se ele não se manifestar, pode ser julgado “à revelia”, ou seja, o tribunal pode tomar uma decisão mesmo sem ouvir sua versão dos fatos.
Essa movimentação acontece em meio a críticas de políticos dos EUA contra Moraes. Em junho, o governo americano anunciou que vai restringir a entrada no país de pessoas acusadas de censurar cidadãos americanos. A medida foi interpretada como um recado direto ao ministro brasileiro, segundo a deputada republicana Maria Elvira Salazar, aliada de Donald Trump.
A Rumble, que entrou com a ação junto da empresa de Trump, é uma plataforma de vídeos parecida com o YouTube. Criada em 2013, ela ficou conhecida por não aplicar filtros de conteúdo e por defender uma internet mais “livre e sem censura”.
Em fevereiro deste ano, Moraes mandou bloquear o acesso ao Rumble no Brasil. Segundo ele, a plataforma desrespeitou de forma repetida ordens da Justiça brasileira e se recusou a seguir as leis do país.
AGU vai defender Moraes nos EUA
A Advocacia-Geral da União (AGU) ficará responsável pela defesa de Alexandre de Moraes no processo que corre nos Estados Unidos. Em junho, a AGU passou a acompanhar oficialmente o caso, conforme sua função de defender autoridades brasileiras dentro e fora do país.
O ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, pediu ao escritório da instituição nos EUA que acompanhasse de perto a ação e também solicitou informações ao Supremo para preparar a resposta à Justiça americana.




