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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Nova delação de Daniel Vorcaro cita liderança do União Brasil e volta a mencionar operações do Rioprevidência

Nova delação de Daniel Vorcaro cita liderança do União Brasil e volta a mencionar operações do Rioprevidência

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Portal Exato

17/06/2026

3 min de leitura

Uma nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro voltou a movimentar os bastidores da política nacional e fluminense. No material encaminhado às autoridades, o ex-controlador do Banco Master menciona nomes ligados ao cenário político e faz referências a decisões envolvendo o Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

Entre os citados está Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Segundo Vorcaro, o dirigente teria influência em questões relacionadas à estrutura administrativa do Rioprevidência e à indicação de integrantes da direção do órgão. As alegações constam de anexos apresentados pelo banqueiro durante a tentativa de firmar um novo acordo de delação.

O conteúdo entregue às autoridades também retoma suspeitas já investigadas pela Polícia Federal sobre aplicações bilionárias de recursos do fundo previdenciário em operações financeiras ligadas ao Banco Master. Os investigadores analisam movimentações que envolveram bilhões de reais e que teriam contado com articulação política para sua concretização.

Em depoimentos reunidos ao longo da apuração, ex-dirigentes do Rioprevidência apontaram que propostas de investimentos em títulos financeiros emitidos pelo banco passaram pela área de investimentos da autarquia. Parte das investigações busca esclarecer como ocorreram essas decisões e quais agentes participaram do processo.

Vorcaro também voltou a citar supostos repasses financeiros destinados a pessoas e empresas ligadas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro. Segundo o banqueiro, valores milionários teriam sido transferidos por meio de empresas privadas entre 2024 e 2025. Essas informações continuam sendo analisadas pelos órgãos responsáveis pela investigação.

Apesar das novas declarações, a tentativa de colaboração premiada não avançou. Tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República entenderam que os fatos apresentados não traziam elementos inéditos ou relevantes o suficiente para justificar a celebração de um novo acordo.

Mesmo sem homologação, os documentos permanecem sob análise e podem ser utilizados como fonte complementar nas investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, o Rioprevidência e agentes públicos citados ao longo do processo.

O caso segue em apuração e continua sendo acompanhado com atenção nos meios políticos, especialmente por seus possíveis desdobramentos sobre lideranças partidárias e figuras que ocuparam posições estratégicas na administração pública fluminense.

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