A falta de medicamentos de alto custo voltou a ser tema de debate na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (28). Deputados denunciaram problemas no funcionamento do Rio Farmes, setor da Secretaria Estadual de Saúde responsável pela distribuição gratuita de remédios pelo SUS, e relataram dificuldades enfrentadas por pacientes com doenças raras, crônicas e renais em diferentes regiões do estado.
Durante a sessão, parlamentares afirmaram que moradores têm encontrado obstáculos para conseguir medicamentos essenciais e manter tratamentos contínuos, situação que estaria afetando especialmente pacientes do interior fluminense.
A deputada Élika Takimoto destacou a situação de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, onde, segundo ela, pacientes renais acompanhados pela associação Amigos do Rim enfrentam dificuldades tanto para atendimento ambulatorial quanto para acesso aos remédios fornecidos pelo Rio Farmes.
Segundo a parlamentar, muitos pacientes precisam buscar tratamento em municípios vizinhos, enfrentando custos de deslocamento e dificuldades logísticas que acabam comprometendo a continuidade dos cuidados médicos.
Durante o pronunciamento, Élika afirmou que o cenário tem provocado insegurança e agravado a situação de pessoas que dependem do tratamento contínuo. Ela relatou ainda que encaminhou um ofício ao Rio Farmes solicitando esclarecimentos, mas até o momento não teria recebido resposta. A deputada também mencionou a existência de uma clínica ambulatorial já estruturada na região, fruto de parceria entre município e estado.
A preocupação foi reforçada pela deputada Tia Ju, que presidia a sessão. Segundo ela, o gabinete parlamentar tem recebido grande volume de reclamações relacionadas à falta de medicamentos para pacientes com doenças raras e crônicas.
A parlamentar afirmou que já formalizou pedidos ao governo estadual diante do número crescente de casos e alertou para os riscos provocados pela interrupção dos tratamentos, especialmente em doenças que exigem uso contínuo de medicação.
Apesar de reconhecer melhora no atendimento presencial e na organização das filas do Rio Farmes, Tia Ju afirmou que o problema da indisponibilidade de remédios ainda persiste. Segundo ela, há pacientes há mais de um mês sem acesso aos medicamentos necessários.
As críticas ao funcionamento do Rio Farmes não são inéditas. Na semana anterior, deputados já haviam levantado preocupações semelhantes durante discussões na Alerj sobre propostas ligadas ao acesso a medicamentos.
A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada para comentar as denúncias e, até o momento, ainda não havia se manifestado sobre os relatos apresentados pelos parlamentares. A reportagem poderá ser atualizada caso haja posicionamento oficial.






