A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (14) uma nova etapa da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo licenças ambientais e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo Refit.
Entre os alvos estão o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), os ex-secretários estaduais Bernardo Rossi e José Mauro de Farias Junior, além do advogado Antonio Carlos Santos, conhecido como Pipo.
A residência de Castro, em Petrópolis, na Região Serrana, está entre os locais onde os agentes cumprem mandados. Ao todo, são 16 ordens de busca e apreensão no estado, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigação apura suposto favorecimento à Refit
Nesta segunda fase, os investigadores concentram a apuração na possível atuação de agentes públicos do governo estadual para beneficiar a Refit na obtenção de licenças ambientais.
A empresa é apontada pela União como uma das maiores devedoras contumazes de impostos do país. O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, também foi alvo da primeira fase da operação e permanece foragido, segundo as informações apresentadas pela PF.
A investigação busca esclarecer se integrantes da administração estadual teriam adotado medidas para atender aos interesses da empresa.
Empresários também são investigados
Um casal de empresários ligado à empresa 7 Pilares Assessoria, Empreendimentos e Inovações Tecnológicas Ltda. também está entre os alvos desta etapa.
Segundo a investigação, os dois teriam participado de um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a recursos atribuídos ao desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio. O magistrado havia sido alvo da primeira fase da Operação Sem Refino.
Primeira fase envolveu Cláudio Castro
Deflagrada em 15 de maio, a primeira etapa da operação teve como alvos Cláudio Castro e Ricardo Magro.
Na ocasião, a Polícia Federal apontou que o então governador teria ajudado a criar um “ambiente propício” aos interesses do Grupo Refit. Os investigadores também apuraram a participação de Castro na articulação de um programa de refinanciamento de dívidas que poderia reduzir em até 95% o débito da empresa com o Estado.
A nova fase pretende aprofundar essas suspeitas e verificar a eventual participação de outros agentes públicos e privados.
Até o momento, as pessoas citadas como alvos desta etapa ainda não tiveram suas manifestações divulgadas no material apresentado sobre a operação.





