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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Alerj adia votação de projeto da PM após críticas a secretário Marcelo Menezes

Alerj adia votação de projeto da PM após críticas a secretário Marcelo Menezes

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Portal Exato

10/09/2025

3 min de leitura
CCJ-18

A votação do projeto de lei 6.028/2025, que trata da reorganização do efetivo da Polícia Militar, não aconteceu como previsto nesta quarta-feira (10). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu retirar a proposta de pauta, em meio a fortes críticas ao secretário da corporação, coronel Marcelo Menezes.

Durante a reunião, deputados de diferentes partidos questionaram a forma como o projeto foi encaminhado. Segundo eles, as mudanças apresentadas favorecem apenas oficiais da PM e deixam de lado outras funções estratégicas, como as da área de saúde. Além disso, os parlamentares reclamaram da ausência de representantes da Polícia Militar para explicar as alterações sugeridas.

Até nomes mais moderados, como o deputado Luiz Paulo (PSD), apontaram discrepâncias na proposta. Ele levantou dúvidas sobre a distribuição do efetivo em setores como Comunicação e Inteligência, que ficaram sem resposta.

A irritação cresceu ainda mais diante da ausência do coronel Menezes, que está em Portugal participando de um encontro de gestores de segurança pública. O presidente da CCJ e líder do governo na Alerj, Rodrigo Amorim (União), decidiu retirar o projeto da pauta e anunciou que será convocada uma audiência pública para debater as mudanças de forma mais transparente.

“O secretário não está tão preocupado em ser candidato no ano que vem? Então que venha aqui participar da audiência pública e entender como funciona o debate legislativo nesta Casa”, disse Amorim. Ele ainda afirmou que relatará o episódio ao governador Cláudio Castro (PL) e prometeu endurecer no texto das emendas.

Política em jogo

A postura de Menezes não é novidade no radar da Alerj. Deputados vêm estranhando sua agenda, marcada por encontros com vereadores, viagens ao lado do governador e anúncios de novos batalhões. Para muitos, o coronel estaria construindo sua pré-candidatura a deputado estadual em 2026.

Essa movimentação política teria alimentado o desgaste com os parlamentares, que não gostaram de ver o secretário “focado em eleição” enquanto enviava um projeto de impacto direto na estrutura da Polícia Militar sem dar as devidas explicações.

Agora, a reorganização do efetivo da PM só voltará ao plenário após o debate em audiência pública, que promete ser um novo palco de embates entre o governo e a Assembleia.

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