A semana começa movimentada na Assembleia Legislativa do Rio. Nesta segunda-feira (1º), os líderes partidários vão decidir como será a votação do chamado “pacotão” de projetos enviado pelo governo estadual — um conjunto de medidas que promete mexer tanto na vida dos servidores da segurança quanto no bolso dos contribuintes.
A ideia é começar pelas propostas que geram menos atrito político. Entre elas, estão mudanças na estrutura das polícias. O governo quer permitir que policiais militares já na reserva voltem ao serviço, mas em funções administrativas ou como instrutores. Assim, mais efetivos ficariam disponíveis para o patrulhamento nas ruas — uma demanda frequente da população, que sofre diariamente com a sensação de insegurança.
Outra medida trata da Polícia Civil: a criação do cargo de oficial de polícia, que reuniria atribuições hoje divididas entre investigadores, inspetores e oficiais de cartório. A justificativa é simplificar carreiras e modernizar o atendimento, inclusive remoto, via central 197.
Na sequência, virão debates mais delicados, como o projeto que endurece regras no sistema prisional, proibindo visitas íntimas e a saída temporária para presos com ligação com facções criminosas.
Mas o ponto de maior tensão está guardado para o fim: propostas que envolvem dinheiro público. Entre elas, a possibilidade de vender imóveis do estado e usar recursos dos royalties do petróleo — que hoje deveriam ser destinados ao Rioprevidência — para pagar dívidas. Medidas que podem aliviar as contas do governo, mas levantam dúvidas sobre o futuro dos aposentados e pensionistas.




